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Sábado, 18 de Agosto de 2018





Pai e filho formavam núcleo de lavagem de dinheiro do Cabeça Branca em MS
Laranjas forneciam nomes para aquisição de propriedades e veículos


15 de Maio de 2018 - 10:49           principal  |  imprimir - Enviar Materia

 

Pai e filho formavam núcleo de lavagem de dinheiro do Cabeça Branca em MS

 
 
A Operação Efeito Dominó, deflagada pela Polícia Federal de Curitiba (PR) na manhã desta terça-feira, desmontou núcleo de lavagem de dinheiro do traficante internacional Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, um dos maiores fornecedores de droga da América do Sul. A partir de Mato Grosso do Sul, pai e filho, presos em Dourados e Campo Grande, atuavam como laranjas, fornecendo nomes para compra de propriedades e imóveis.

Durante coletiva de imprensa na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná, os delegados Roberto Biasoli e Igor Romário de Paula, explicaram que o filho, cuja a identidade não foi revelada, era um dos homens de confiança de Cabeça Branca. "Com apoio do pai, além de comprar fazendas, também plantava grãos e criava gado, bem como cedia dados pessoais para abertura de contas, sendo recompensado financeiramente", disse o delegado Igor.

De acordo com a PF, um dos mandados de busca e apreensão e prisão foi cumprido na Capital sul-mato-grossense, contra o filho, no condomínio de luxo Set Village, localizado na região da Vila Nasser. A outra prisão, do pai, ocorreu em imóvel na Rua Geni Ferreira Milan, nas imediações da Usina velha, em Dourados. Por conta do caráter sigiloso da operação, a polícia não revelou as identidades dos investigados, a fim de não comprometer desdobramentos da operação.

Também foi cumprido mandado de busca e apreensão em fazenda na cidade de Amambai, em nome do pai. Lá foi encontrada uma arma de fogo com calibre de uso restrito. A PF detalhou que a dupla é natural do Mato Grosso, mas veio para Mato Grosso do Sul à pressas, como forma de driblar as investigações, depois que o chefe da quadrilha foi preso no ano passado, no Paraná, durante a Operação Spectrum. Em território sul-mato-grossense, eles administravam fazendas do traficante no Mato Grosso, perto da fronteira com a Bolívia. As propriedades eram usadas como depósitos e entreposto do tráfico.

Núcleo dos doleiros

Considerado pela polícia como "executivo do crime organizado", Cabeça Branca operava de forma sistemática, com procedimentos e padrões pré-definidos. Por exemplo, ele tinha pouco contato com seus aliados e só falava com aqueles de maior importância na escala hierárquica da organização, tanto que dividia seus parceiros em dois setores principais: o da lavagem de dinheiro, operado pelos sul-mato-grossenses e o do grupo dos doleiros.

Entre os doleiros estava Carlos Alexandre, o Ceará, delator da Lava Jato que informou à justiça série de pagamentos de propina e esquemas de corrupção. Mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ele continuava com suas operações ilegais. "Indícios apontam que ele e o traficante cooperavam mutuamente pelo menos desde 2016", pontuou o delegado Roberto.

Junto com Ceará também participavam outros dois doleiros, os maleiros, que faziam o transporte dos valores em espécie, e os laranjas. Tal esquema era importante para os dois lados. Os doleiros tinham a necessidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas. Por sua vez, o traficante tinha disponibilidade de recursos em moeda nacional e precisava de dólares para efetuar as transações com fornecedores de cocaína.

Parceria

A troca de serviços era parte importante do processo já que o dinheiro em espécie não deixa rastros e dificulta a investigação. "Temos uma lista com mais de 200 nomes de pessoas físicas e pessoas jurídicas envolvidas com o grupo e que serão investigadas. As que identificamos, conseguimos fazer a ligação com dificuldade, por conta do modo de agir deles", pontuou Roberto. 

A suspeita é de que Ceará tenha movimentado aproximadamente 140 milhões de dólares. Ele não trabalhava apenas com traficantes. A PF suspeita que quantia significativa do dinheiro sujo era entregue a políticos corruptos investigados na Lava a Jato. Cabeça Branca, por sua vez, também operava cifras milionárias com o envio de cocaína para a Europa. Em grandes centros do velho continente, o quilo da droga vale de 20 mil a 40 mil euros.

Operação

A Operação Efeito Dominó é desdobramento da Operação Spectrum, deflagrada pela PF ano passado. A ação mirou alvos em Campo Grande e Dourados, onde houveram prisões, além de Amambai, bem como em outras oito cidades nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Distrito Federal e São Paulo. Ao todo, 90 policiais foram às ruas cumpri 18 mandados de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva e três de prisão temporária. Foram apreendidos dinheiro, veículos, arma de fogo e documentos.










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